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Hipoclicemia - Sinais, sintomas, diagnóstico, tratamento e prevenção



A hipoglicemia é um estado em que a glicose (açúcar) atinge valores inferiores a 50mg /dL no sangue. É a causa mais comum de coma em pacientes diabéticos, sendo que aqueles que são portadores do tipo 1 são ainda mais propensos a desenvolver o quadro.

Praticamente 100 % dos pacientes que fazem uso da Insulina para controle do Diabetes apresentam esse quadro ao longo de um ano. Ele ocorre quando há alguma alteração entre os alicerces do controle glicêmico: Alimentação, atividade física, e insulina. Existem outros fatores que predisponentes como o uso de medicamentos Betabloqueadores (Propanolol), a ingestão de álcool, e a nefropatia diabética.

Sinais e Sintomas:

 

O quadro clinico do paciente envolve sintomas como: sudorese, tremor, taquicardia, ansiedade, fome. E pelo acometimento do sistema nervoso central (que utiliza a glicose como fonte de energia) pode ocorrer cefaléia, vertigem, mal estar, escurecimento da visão, confusão mental, convulsão e até coma

O quadro clinico do paciente envolve sintomas como: sudorese, tremor, taquicardia, ansiedade, fome. E pelo acometimento do sistema nervoso central (que utiliza a glicose como fonte de energia) pode ocorrer cefaléia, vertigem, mal estar, escurecimento da visão, confusão mental, convulsão e até coma.

Diagnóstico:

A crise hipoglicêmica é identificada através de uma tríade:

– Glicemia abaixo de 50 mg/dL. Porém nos diabéticos mal controlados, acostumados com a Hiperglicemia, há uma adaptação e os sinais de hipoglicemia podem aparecer com níveis inferiores a 80 mg/dL.
– Sintomas compatíveis com a hipoglicemia.
– Reversão do quadro clinico após normalização da glicose.

A conduta diante da suspeita clinica, é a coleta imediata de sangue para avaliação a glicemia.

Tratamento:

Os pacientes que fazem uso de insulina devem ser orientados a reconhecer precocemente os sintomas hipoglicêmicos; uma simples dificuldade de concentração ou aparecimento de outros sintomas requer o imediato consumo de algum alimento doce pelo paciente. No caso de perda dos sentidos, um parente ou pessoa próxima pode reverter o quadro com uma injeção subcutânea de glucagon 0,5-1 mg (o paciente deve levar consigo a amapola e a seringa). Se o paciente for etilista crônico ou desnutrido deve ser tratado com Tiamina para evitar outras complicações.

Já no ambiente hospitalar, o quadro é tratado com a infusão endovenosa de glicose. Em alguns casos pode ser necessário que o paciente permaneça internado  se ele tiver feito uso de insulina de liberação lenta ou hipoglicemiante oral.

Prevenção:

– Promover controle rígido da glicemia através do exame  capilar durante todo o dia;
– Fracionar as refeições, ou seja, alimentar de 3/3 horas;
– Pedir o médico para ajustar as doses de insulina de acordo com tipo de alimentação e quantidade de exercícios físicos executados;
– Variar corretamente os locais de administração da insulina.


Veja também:

A cura do diabetes 

O que o diabético deve comer?

Saúde e Bem Estar

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