Pular para o conteúdo principal

Glicemia - Alta e Baixa: o que são e como corrigi-las




A glicose é um elemento essencial para o organismo. Ela é a principal fonte de energia do corpo. Atua, a título de comparação, como uma espécie de combustível. E todo mundo sabe que veículo sem combustível não funciona.

A glicose é obtida por meio da metabolização dos carboidratos ingeridos. Para fazer todo esse processo de distribuição de glicose pelo corpo todo, entra em cena um outro componente essencial: o hormônio insulina, que fica localizado no pâncreas, e é responsável por regular a quantidade de açúcar no sangue, mantendo-a estável, entre 70 e 100 mg/dL.

A Glicemia é o termo técnico para se referir aos níveis de açúcar que existem no sangue. Isso por que pode haver muita glicose na corrente sanguínea, muito mais do que o corpo precisa, ou pouca glicose. Em ambos os casos, é necessário intervenção para que o organismo volte aos padrões normais, tendo em vista que o excesso ou falta de glicose podem ser fatais para o corpo humano.
Por isso tudo, é importante conhecer bem o que é cada uma dessas condições para saber o que fazer.

O que é hipoglicemia ou, glicemia baixa?

A hipoglicemia acontece quando o organismo produz menos glicose do que o necessário (abaixo de 60 mg/dL). Embora seja mais comum em pessoas que têm diabetes, ela pode acontecer em decorrência de outros motivos.
Nos diabéticos, a queda da glicose é causada por um desequilíbrio entre as doses necessárias de insulina e o que foi consumido em termos de carboidratos.
Embora exista uma prescrição da quantidade ideal de insulina para cada pessoa, essa dose pode variar, a depender da alimentação. Pode acontecer também esse desajuste quando o diabético faz atividades físicas intensas, depois da medicação.
Já nos casos de baixa glicose no sangue em não diabéticos, há uma série de motivos para que isso ocorra, entre elas:
  • Passar um longo período sem se alimentar
  • Ingerir álcool em excesso, pois bebidas alcoólicas quando consumidas com o estômago vazio podem prejudicar o bom funcionamento do pâncreas, e, consequemente, a produção de insulina
  • Medicamentos ingeridos acidentalmente, como os remédios para diabetes, e também alguns fármacos específicos (como os de tratamento da malária) podem reduzir a glicose no sangue;
  • Doenças endocrinológicas, principalmente em crianças, como mau funcionamento das glândulas adrenais;
  • Algumas pessoas que se submeteram a cirurgia bariátrica podem enfrentar o distúrbio também.

Os principais sintomas da glicemia baixa são:

  • tremores
  • suores frios
  • fome
  • sono
  • palpitação
  • tontura
  • dificuldade de raciocinar
  • formigamento ao redor da boca
  • confusão mental
  • convulsão, perda de consciência e até o coma (em menor probabilidade)

O que é hiperglicemia ou, glicemia alta?

A hiperglicemia é justamente o oposto da hipoglicemia. É o excesso de glicose no sangue.

Veja também:



Saúde e Bem Estar

Postagens mais visitadas deste blog

Apneia do sono e diabetes: qual é a relação?

Você já imaginou que a apneia do sono e diabetes podem estar diretamente relacionadas? Estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que a incidência da diabetes aumentou 61,8% em 10 anos no país. Vários fatores desempenham papel importante para este crescimento, como obesidade, sedentarismo, alimentação inadequada, e também, a qualidade do sono. Para quem tem apneia do sono, o risco pode ser ainda maior: uma noite mal dormida aumenta o nível de cortisol, hormônio responsável por controlar o nível de açúcar no sangue. Confira alguns impactos que a diabetes e a apneia não tratadas podem ter em sua saúde! Apneia do sono e diabetes: fatores comuns Apesar de serem distúrbios completamente diferentes, a apneia do sono e a diabetes têm muitas características clínicas em comum. Um dos principais fatores comuns é a obesidade, que gera malefícios para a saúde, principalmente quando está aliada ao sedentarismo e má alimentação. A apneia do sono, por si só, não justifica a causa ex...

O Diabetes Causa Coceira? Doutora responde!

  Há uma variedade de razões pelas quais o diabetes pode causar coceira excessiva Pessoas com Diabetes apresentam prurido na pele com taxas mais elevadas do que aquelas sem a enfermidade. Em última análise, a coceira pode levar a arranhões excessivos, o que pode causar desconforto e dor.   Um estudo com quase 2.700 pessoas com Diabetes e 499 sem Diabetes descobriu que a coceira era um sintoma comum do diabetes. Estima-se que 11,3% das pessoas com diabetes relataram prurido na pele versus 2,9% das pessoas sem Diabetes. Uma pessoa com Diabetes não deve ignorar a pele com coceira. A pele seca, irritada ou com coceira é mais provável de se infectar e alguém com Diabetes pode não ser capaz de combater as infecções, bem como alguém que não tem Diabetes. Há uma variedade de tratamentos disponíveis que podem ajudar a reduzir a coceira na pele relacionada ao Diabetes, de modo que uma pessoa possa sentir mais confortável e evitar outras complicações da pele. Conteúdo ...

Comer ovo diariamente faz mal à saúde?

Comer ovo diariamente não faz mal à saúde e pode até trazer vários benefícios para o organismo como ajudar a controlar o colesterol, favorecer o ganho de massa muscular ou prevenir doenças nos olhos, por exemplo. O ovo ficou conhecido por fazer mal à saúde porque sua gema é rica em colesterol, mas estudos mostram que o colesterol presente em alimentos naturais tem baixo risco de fazer mal à saúde, pois os alimentos processados é que desregulam o colesterol, como bacon, salsicha, presunto, linguiça, biscoitos recheados e fast food. Assim, o ideal é cozinhar o ovo da forma mais natural possível, com água, por exemplo, evitando usar gorduras processadas como óleo ou manteiga. Quantos ovos posso comer por dia? Os estudos não mostram um consenso na quantidade de ovos permitida por dia, mas consumir cerca de 2 a 4 unidades por dia faz bem para a saúde. Para pessoas com diabetes, o ideal é que o consumo seja de no máximo 1 a 2 unidades por dia, juntamente com uma alimentação...